
Uma das melhores partes do Rio de Janeiro é, sem dúvidas, estar na companhia dos cariocas, que estão sempre com o astral muito em alta e muito animados para qualquer “parada”. Esse astral deu o tom no nosso segundo dia de Voltxpedition no Rio de Janeiro, que guardou boas surpresas especialmente aos estudantes que participaram do evento.
Saimos cedo da Viamar, onde o segundo grupo de jornalistas fluminenses pode conhecer o Chevrolet Volt. Nas primeiras aceleradas, se vê sempre reações muito parecidas: um mistura de espanto e empolgação costuma tomar conta de quem dirige o Volt. A intimidade com a direção do carro costuma vir rápido, mesmo que a intimidade com os recursos e possibilidades só venha ao longo do dia.
Na UFRJ fomos recebidos por um grupo grande de estudantes, muitos deles que já haviam conhecido o carro no dia anterior, mas não queriam perder a chance de vê-lo novamente. Entre eles, havia muita gente que via o Volt pela primeira vez, e acabou se impressionando com o design do carro que de perfil bem esportivo e linhas arrojadas (que resultam no segundo menor coeficiente aerodinâmico de um carro da história da GM, de 0,28cx). Esse grupo que vem atraído pelas linhas do carro, na maioria das vezes se espanta muito quando descobre que o carro é elétrico.

As apresentações da Voltxpedition se iniciaram com o engenheiro Gino Spada, que destacou o papel fundamental dos carros elétricos de reduzir a dependência estratégica do Petróleo, já que os países que estão entre os maiores produtores, hoje, estão em zonas de conflito. A palestra seguiu com muitos detalhes técnicos do Volt, como em relação a conversão da energia da bateria que está em corrente continua para corrente alternada trifásica, para que possa ser usada pelo motor elétrico e que se dá através de um módulo inversor.
O representante da equipe Sparta de carros elétricos da UFRJ, Luiz Fernando, veio em seguida complementando muito dos conceitos apresentados pelo Gino Spada. Sobre o projeto desenvolvido na universidade, revelou uma meta comum à da Voltxpedition: a de contagiar os alunos e a comunidade em relação à sustentabilidade e sobre a possibilidade de alternativas energéticas.
Sobre a dependência do petróleo destacou que o preço do petróleo segue uma tendência continua de crescimento, exatamente por ser uma matriz energética não renovável. Ainda, segundo ele, sua extração está cada vez mais cara, esbarrando sempre em novos limites técnicos e de segurança.
Daí sua confiança em relação ao crescimento das fontes renováveis, que até 2035 devem ganhar a maior parte do mercado. O Brasil, pioneiro com essas fontes, hoje tem 43% da sua matriz energética completamente renovável e é um exemplo para o mundo. A meta é que mantenha essa parcela, mas com maior diversidade de matrizes energéticas, segundo o Plano Nacional de Energia 2030, que foi apresentado recentemente e dá as diretrizes para o desenvolvimento energético nacional.
Depois das palestras, foi a vez de seguirmos a serra rumo a Petrópolis (RJ). Aqui, com uma diferença: convidamos os estudantes da equipe de elétricos da UFRJ a seguir a programação do evento conosco.
A empolgação foi geral. A grande sensação que o Volt causa ao rodar, primeiramente, é o fato de não produzir qualquer barulho em funcionamento. Isso foi o que mais chamou a atenção dos estudantes num primeiro instante. Outro ponto muito elogiado foi a questão da autonomia estendida, que é uma solução real e eficiente hoje ao problema da autonomia que os elétricos ainda possuem.

Mas o Volt representa ainda mais: ele representa um carro elétrico já viável nos dias de hoje. Isso, para os alunos, tem grande importância, já que todo esforço que eles despendem no pequeno Alpha (e, acreditem: eles se dedicam muito ao carro) terão um resultado adiante que pode ser comercial. Um carro elétrico tão usável quanto um carro convencional não é apenas um sonho.
Depois da volta por Petrópolis, foi a vez de voltar à concessionária Viamar para nos despedirmos. A próxima parada da Voltxpedition agora será em Belo Horizonte (MG).
Aqui no blog a programação segue normalmente, com as energias renovadas depois de passarmos pelo solo carioca. Obrigado! ;)